9 de abr de 2012

Sonoro encontro

 Se eu quisesse contar desvendando o mistério, seria entregue demais. Eu enfeito, elaboro, te ponho em linhas indecifráveis... Eu te ponho na ponta do lápis e você vai sendo bordado em minhas palavras, porém todo encoberto. Mas coberto de gestos, bondade, afeto. Coberto de paz. Sucumbido-se pela sinceridade - no olhar.
 Você não precisa ser exposto, pra ser entendido. Você não precisa ser claro, pra ser entendido. Você não precisa ser entendido, pra ser sentido. Você precisa seguir o trajeto de minhas mãos e no momento exato, as segurar. Você precisa apenas - e somente - de bastante lápis de cor e poesia. E versos. E leitura. Ler o que te escrevo, mesmo sem captar o que digo - mesmo sem querer dizer -, já basta.
 O som da sua voz é o presente do nosso encontro.

Isso que surgiu e não sei dar nome,
talvez magia
    talvez encontro
           talvez uma surpresa
         talvez um repouso,
nunca cesse. Que nos guie...


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