12 de jun de 2012

Poema sem rima

Abertos os olhos
Café quente, banho frio.
Um pulso fraco.
Um passo forte, firme - na dor. 

Sol que queima, coração que gela
Unhas acariciam, dedos apertam
Um olhar penetra, o sorriso se esvai.

Dedilho no rasgo que formou-se
Uma construção sobre destroços
O horizonte que tentou mostrar-se
Mas o desfoque impediu.

Um buraco no meio do nada, uma vontade de abraçar o mundo
Acordes de uma vida com melodia dramática
Um violão, um corpo. 

Formou-se um soneto ritmado.

2 comentários:

  1. Teus textos sao sempre sem comparação, tu tens o dom de escrever, usa eele sempre como um "fruto quente", no coração de alguem, seja ele vazio e frio ou nao.Amei esse trecho : 'Abertos os olhos
    Café quente, banho frio.'
    :**

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    1. Obrigado mari, eu sempre usar sim como um "fruto quente" no coração de alguém.

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