20 de dez de 2011

Ainda pulsa

 Seguro na mão tentando com toda força não esmagar. Eu olho o sangue escorrendo, a dor subindo e descendo. A dor e o amor percorrem meu corpo. Eu o olho, quase esmago. Me controlo, me contenho. Me mato só para não matá-lo. Seguro-o na minha mão esquerda, vejo-me toda ensanguentada. Olho meu estado de desespero e desânimo. Sinto pena de mim. Sinto nojo do amor. Sinto vontade de esmagá-lo ali, mas preciso dele para sobreviver: do meu coração. Embora esteja pulsando fora de mim e com um ritmo "indiscutivelmente lento". A droga do coração pulsa de amor e preciso dele, mesmo pulsando eu de dor.

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