12 de out de 2011

A morte do amor

 Passaram-se os dias, a distância foi surgindo cada vez maior e o rosto do amor entristeceu. Criou asas a beleza que existia e todo o mundo que construíra não só desabou, mas sumiu - como se nunca tivesse sido real. O rosto do amor entristeceu, petrificou-se. A boca sem hálito, os olhos sem brilho, as mãos sem ter onde apalpar e o desejo fora afogado - nunca aprendera a nadar. Mas o amor sabia, sabia bater os braços e pernas ferozmente se fosse preciso. Porém nada adiantaria nadar pra morrer na beira do mar. O rosto do amor entristeceu, amargurou-se. O corpo do amor foi pra sete palmos abaixo do chão e engolido por bichos como todo ciclo da vida que chega ao fim. O corpo do amor morreu, o amor morreu. Eu mesma o matei.

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