20 de jul de 2013

Caminhos

 Me sinto corroída. Como se tentasse alcançar o topo da montanha, mas ela sempre teimando em crescer. Como se o horizonte não quisesse meu encontro, não desejasse minha admiração. Vai saber que forças operam, mas minha cabeça olhando sempre para cima - num movimento já mecânico e entorpecente - não vê o fim em si.
 Antes, bem antes de tentar escalar a montanha, eu tinha para mim que a dificuldade seria tamanha - não infinita. E posso dizer, as rochas cortam as mãos, os cortes cicatrizam, mas nunca curam-se. Outra rocha vem e machuca novamente: uma marca interminável! Que há de fazer quando a natureza se move contra você? Minhas mãos já desfiguradas gritam a dor da desistência.

Desisto de mim, eu não tenho salvação.

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