28 de dez de 2012

Não sei... rimar.


Não sei por onde meus pés pisaram
Quantos calos já se secaram
Quantas mágoas já se curaram.
Não sei por onde tanto eu já andei
E nem mesmo se me certifiquei
de quem estava comigo.
Se no mar me joguei 
Se por ventura eu nadei
ou por onde eu dormi.
Não sei o que vem depois do céu
e se existe um véu
que cubra quem é feio por dentro.
Não sei nem mesmo porque não sei
Já que deveria saber:
é sobre eu mesma que falo.
Não sei o que muito eu estive falando
e quais foram as vozes que me disseram
Que todo mal vai se curando...
Bem devagarinho, mas sara
E depois, causa um bem danado
como passarinho quando bate a asa
Livre... Bem livre.

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