20 de abr de 2012

 A escuridão e o silêncio,
ambos carregam em si a madrugada. O abismo e a imensidão.
Escutamos o silêncio e enxergamos a escuridão, tudo uma questão de sensibilidade.
De descanso.
 Pra senti-los é preciso entrar em si, todos nós os encontraremos por dentro.
São tímidos, temíveis, calmos, são libertinos, libertos.
Alçam voo e sobre caem.
 Despertam o que há muito tempo estava adormecido.
Palpitam criatividade. Sua trilha são fios de cabelos, unidos.
O silêncio e a escuridão ligam-se ao pensar,
estão inteiramente juntos ao nosso corpo.
 Ao despertar da mente, entram em contato.
Contagiam os que buscam, cruzar as pernas, e viajar.
Ascendem o estalo dos dedos e o piscar do olhos.
 Quando aprende-se a senti-los, você os compreende.
Para alguns, escuridão e silêncio, desencadeiam medo,
porém, para mim, são tidos como um reencontro.
 Eu vos espero, até lá!

4 comentários:

  1. O medo é perigoso, faz-nos possíveis ''ignorantes'' sentimentais. Texto valioso, muito bom!

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    1. O que seria de nós sem os avessos, sem os contrastes, sem a força dos opostos que em nós vive e que nos define. O que seria de nós sem os vendavais e as manhãs de sol. A morte da flor e o nascer da semente. Os olhos fechados e os braços abertos. O que seria de nós não participar deste carrossel de intensos que brinca a Alma.

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  2. "Para alguns, escuridão e silêncio, desencadeiam medo,
    porém, para mim, são tidos como um reencontro.
    Eu vos espero, até lá!" Maravilhoso texto,parabéns Lu!

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  3. Gostei muito do texto. Me lembra uma música de Alceu Valença:

    'A solidão é fera, a solidão devora.
    É amiga das horas prima irmã do tempo,
    E faz nossos relógios caminharem lentos,
    Causando um descompasso no meu coração.'

    Lindo mesmo
    ^^

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