4 de abr de 2012

Destino de bolha.

 Duas bolhas se encontraram. No meio da correnteza havia sujeira e muitas outras bolhas. Mas as duas se cruzaram e uniram-se. Eram destaque naquele lamaçal todo, ou como belas ou como esquisitas. Porém, eram destaque. Suas áureas brilhavam - agora uma única - e possuíam uma invisível barreira que a protegiam das pedras, dos lixos, da velocidade da água. Elas se uniram como num beijo e no impasse final explodiram, o natural destino de uma bolha. Só que elas, antes de finalizarem sua existência, provaram o doce sabor de formarem uma só. E a despedida, que por muitas outras bolhas era um sofrimento, a elas tornou-se uma simples finalização: um estouro no ar. O aroma que foi dispersando-se no universo era o melhor que já havia saído de uma simples e mera bolha.

"Venha sem chão me ensina a solidão de ser só dois."

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