9 de mar de 2012

 Quando a alma se agita e quer pular pra fora: é por isso que eu escrevo. Quando o grito está preso por tempo demais. O coração apertado ou aberto. Quando a inocência ainda se mostra, o suave me atravessa.
 É por mim que eu escrevo. Pra salvar a minha loucura resguardada, pra mantê-la sempre viva. Que a completa sanidade nunca me alcance, que eu tenha fôlego pra conseguir manter uma distância considerável dela.
 Pelo que me agrada, me distrai, me concentra, pelo que me arrebata. Pelo que induz, seduz, me traduz. Por querer enxergar além, eu escrevo. Viver somente da realidade, é como uma corrente presa aos meus pés.
 É por minha liberdade que eu escrevo.

2 comentários:

  1. Não como te dizer. Mas sei que já entendeste. Divino, um adjetivo perfeito!

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  2. "Que a completa sanidade nunca me alcance, que eu tenha fôlego pra conseguir manter uma distância considerável dela." muito bom,mesmo!

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