13 de set de 2011

O que resta

Garganta seca. Soluço preso. Chora baixo, menina. Seja fraca, mas só pra si.
Força pra sorrir com alguns segundos de momentos, fazer alguma coisa valer a pena.
Ergue a cabeça, enche o peito e segue. Anda com essa cara de valente pra ninguém ver teu sofrimento.
Sim, sim... Você quase consegue enganar a ti mesma, quase. Não sonhe tão alto.
Esquecer-se exige muito mais que um puro fingimento. Talvez fantasiando assim, se distraia um pouco.

"Eu briguei com meu coração. Disse que jogasse o amor antigo fora. Ele deu nó. Coração não entende ordens. De um lado a razão exigindo. De outro o coração tentando. A verdade é que nem tudo sai como o planejado. Mas a gente tenta. Um amigo meu me disse que fica surpreso como eu racionalizo os sentimentos. Eu perguntei se falava de mim. Acho que sofro calada. Calada. Maquiada. E de salto alto. Manter a pose cansa. Cansa ser racional. Cansa enganar o coração. Cansa ser forte. A verdade é que hoje eu vi um livro que você me deu e chorei calada. Porque é feio chorar por amor perdido. Mas... quer saber? Estou com sinusite. E não estou nem aí para escrever bonito. Quero respirar de novo e amar alguém como um dia eu te amei. Alguém aí acredita em segundo amor?" - Fernanda Mello.

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