12 de abr de 2010

sem saber

e se quiser saber mesmo, fique você sabendo que não há nada pra saber. além do que já se sabe. mas eu te conto, se queres mesmo saber, eu te conto... eu estou aqui, desatinadamente necessitando de abrigo, de aninho, de frio pra ter porque alguém me esquentar; você. eu estou despresilvemente só, vazia.. e não há nada o que eu possa fazer. eu tenho sede, sede de alma. avidez. sinto-me exausta depois de um dia sem proveito algum. sinto-me quebrada, estilhaçada, arrancaram parte de mim.. mas nem sei pra onde foi. só sobrou o que está aqui, e isso eu deixo só pra você... o nada. mas fique sabendo, que não há nada aqui, não há nada pra dizer, só se pode sentir. isso eu te dou, o tudo. o tudo que eu puder sentir, e fazer sentir. eu estarei te dando, sem pedir a parte que roubaste de mim.. ficarás com tudo. porque tu és meu tudo.




eu digo, eu te amo... sem ter pra quem amar.

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